Quem pensa que basta devorar códigos e decorar leis para ser aprovado em concursos para juiz está enganado. É necessário ter persistência, disciplina e dedicar ao menos quatro horas diárias aos estudos para obter êxito. Esses são os conselhos de Osvani Soares Dias. Depois de prestar concurso para juiz 10 vezes, foi o 3° colocado na última seleção do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 10ª Região, em Brasília. “É preciso focar em uma área. Há matérias específicas para cada concurso de juiz e não se pode perder tempo com conteúdos que não serão cobrados”, dá a dica.

Se opção é ser juiz do trabalho, a safra é boa. Há três tribunais regionais com inscrições abertas. Somam 60 vagas e oferecem salário inicial de R$ 19,9 mil. Os aprovados assumirão o posto de juiz substituto, cargo sem lotação fixa. Esses magistrados cobrem férias e licenças de juizes titulares, por isso podem atuar em qualquer vara, de acordo com a demanda. Das vagas, 49 são para São Paulo, atendido pelos tribunais da 2ª e 15ª regiões. Os aprovados no concurso para o TRT da 8ª Região poderão atuar no Pará e no Amapá. É comum entre os candidatos a juiz fazer provas em vários estados. “Fui aprovado ao mesmo tempo no concurso daqui e do Mato Grosso”, conta Osvani.

Cada juiz recebe uma parcela de competência. No caso dos juizes do trabalho, eles sentenciam causas movidas por empregados, sindicatos, trabalhadores autônomos e empresas, garantindo o cumprimento das leis trabalhistas. Quem pensa em se candidatar a um dos concursos, sugere Osvani, deve estar preparado para uma rotina atribulada. “Há um grande volume de documentos para ser analisado. A remuneração é o de menos, deve fazer o concurso quem realmente é apaixonado por relações trabalhistas”, defende. E a dedicação começa antes mesmo da conquista da beca. Segundo o juiz do trabalho, a aprovação depende de, no mínimo, dois anos de estudo. “Desde a faculdade, comecei a me preparar para a magistratura. No início, as dificuldades eram maiores, mas o contato com as provas me ajudou muito, me motivou a estudar mais”, conta.

A seleção para juiz tem cinco etapas: prova de conhecimentos gerais, de conhecimentos específicos, prova prática, oral e prova de títulos. As três primeiras exigem do candidato grande conhecimento teórico, boa construção de textos e capacidade de sintetizar idéias. Na prova oral, o aspirante ao cargo deve se livrar da insegurança e demonstrar capacidade de argumentação e convencimento. A última etapa, classificatória, leva em conta o currículo do candidato.


MAPA DA MINA

Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região
Vagas: 36 para a Grande São Paulo, baixada santista e capital
Inscrições: até a próxima terça-feira, dia 17, no site www.trt02.gov.br. A taxa é de R$ 100

Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região
Vagas: 11 para os estados do Pará e Amapá
Inscrições: até 25 de abril, no site www.trt8.gov.br. A taxa é de R$ 100

Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região
Vagas: 13 para o interior de São Paulo e o litoral norte
Inscrições: até 11 de maio, no site www.trt15.gov.br. A taxa é de R$ 100

Fonte
CorreioWeb/Concursos