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O Manifesto Ágil e o SCRUM na Advocacia

scrum no direito

A cada dia que passa, há a percepção de que profissionais do Direito — e de outras áreas também, é bem verdade — estão sempre se deparando com uma escolha difícil a ser feita na relação com o trabalho: a pressa ou a perfeição? A advocacia em sua forma ideal é concebida em um caldeirão de fatores que, fundamentalmente, envolvem uma pitada de agilidade nos processos e ainda um período para que o intelecto também aja dentro da rotina laboral. 

O que acontece, dos últimos anos para cá, é que a rapidez exigida aos profissionais passou a desequilibrar essa balança e atropelar a demanda pelo tempo do “pensar”; advogados deixaram de lado a inovação, a reflexão e a criatividade para dar lugar à operação em si, no melhor estilo “escala industrial”. Essa mudança, por certo, gera desconforto, estresse, frustração com a carreira e, claro, um bocado de horas extras para dar conta dessas necessidades mais mecânicas. Vale lembrar que tudo isso ainda é agravado pelo home office, que não deixa exatamente explícita qual é a separação na linha tênue que passou a existir entre o escritório e o lar (o trabalho e o descanso/lazer).

O cenário acima descrito se traduz em uma perda de todos os lados: do cliente, passando pelos juristas até chegar à Justiça como um todo, que fica estagnada, quando não com sérios indícios de retrocesso.

O Manifesto Ágil

Problema posto à mesa, porém, e a solução parece dar sinais de existência em conceitos criados num passado não tão distante, somados à adaptação para os dias e dificuldades contemporâneos. Desde o começo da década de 2000, já se fala no Manifesto Ágil, agora também incorporado ao Direito. Foi ali por meados de 2001 que 17 profissionais de áreas distintas (pero no mucho), já adeptos a metodologias em softwares ágeis, se uniram para criar princípios que beneficiassem os indivíduos em detrimento aos processos técnicos, baseados nos seguintes itens:

– Indivíduos e interações mais que processos e ferramentas;

– Software em funcionamento mais que documentação abrangente;

– Colaboração com o cliente mais que negociação de contratos;

– Responder a mudanças mais que seguir um plano.

Esses métodos ágeis, com o passar do tempo, foram se tornando mais conhecidos pelo nome de SCRUM — entre outros que remetem aos iguais valores.

Scrum

O nome original vem da jogada do rúgbi na qual um time se posta em uma formação única para se sobressair ao adversário. O “novo” SCRUM, esse do conceito do Manifesto Ágil, quando trazido à Advocacia, se apodera do mesmo elemento tático coletivo, mas aplicado na orientação dos relacionamentos e interações dentro do ramo no mercado.
A ideia é montar uma equipe que se divida entre os advogados de fato, com mais responsabilidades em questões naturais do Direito, e de pessoas que assumam o lado do produto que é oferecido por esse time, das metodologias para criá-lo e oferecê-lo, além das metas a serem batidas em um viés mais empreendedor. É importante deixar claro que não há uma hierarquia pré-definida nessa composição e os negócios podem andar muito bem sem que ela exista.

Como resultados práticos daqueles que já vêm aplicando o SCRUM, é possível ver ganhos reais nas duas frentes para os que fazem parte do processo: a profissional, que mergulha em um ambiente mais favorável, com maior produtividade (de fato) e clientes mais satisfeitos, e também no lado pessoal dos membros da equipe, com uma jornada de trabalho mais bem definida que permite maior lazer e descanso, além de uma vida menos estressante.

Você já conhecia esse método ou algum outro parecido? Deixe o seu comentário e seja bem-vindo(a) ao debate!

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